Mercosul de Carro, meu primeiro mochilão

Depois de diversas conversas entre os amigos, Kito e Fabrício nasceu o que para muitos seria impossível ou loucura, fazer uma Roadtrip pelo Mercosul com um Corsa 1.0, 2 portas e completamente básico.

Kito e Fabrício

Kito e Fabrício

Por mais que Kito e Fabrício conversassem diariamente sobre o planejamento da viagem, sempre se deparavam com diversas perguntas sem respostas, como por exemplo:

  • Levar 2 estepes?
  • Levar um tanque de gasolina extra?
  • Levar diversas ferramentas?
  • Fazer uma caixa de madeira e colocar no teto do carro em cima dos racks para guardar tudo?
  • Será que isso irá prejudicar a aerodinâmica do carro e o consumo de combustível?
  • Temos que encontrar mais pessoas interessadas em realizar essa viagem de carro para dividir os custos, porém “os caras” tem que estar na mesma “vibe”. Quem?

A pessoa fundamental para os acontecimentos dessa viagem e quem tinha a resposta para todas as questões foi um grande amigo em comum, o chileno Manuel Fernandez que já havia realizado a viagem Brasil-Chile 17 vezes de carro.

Fernandez dizia “As estradas são as mesmas que as do Brasil, para que dois estepes?”; “Existem postos de gasolina também!”; “Para que um caixote de madeira em cima do carro?”

Fernandez sanou todas as nossas dúvidas e simplificou tudo que nós mesmos havíamos complicado e mais que isso nos encorajou e nos motivou. Confesso que minha vida nunca mais foi a mesma depois desse feito. Esse foi tecnicamente o primeiro mochilão e contato com uma população que tivesse uma cultura distinta da do Brasil, depois disso a palavra impossível foi riscada do meu dicionário.

Depois de resolvidas as questões psicológicas com o nosso “psicólogo” Fernandez, faltavam detalhes técnicos, logo, fizemos uma manutenção preventiva no Corsa, fizemos o Seguro para poder dirigir nos países do Mercosul, chamado “Carta Verde” e conseguimos mais 2 integrantes para o grupo: Fernando (irmão de Kito) e Bruno (amigo de trabalho de todos). Lembrando que para o Mercosul não é necessário passaporte, somente o RG.  A carteira de motorista também é válida.

Agora tínhamos mais dois integrantes porém nenhum deles sabia dirigir!!!  Em vez de pensarmos nos problemas que isso poderia gerar, uma vez que somente Kito e Fabrício iriam dirigir, dividimos e delegamos funções a todos os integrantes do grupo. Kito e Fabrício sempre conduziriam o carro alternadamente, Bruno seria o tesoureiro (todo o dinheiro da gasolina e pedágio já haviam sido calculados anteriormente, portanto ele era o responsável pelo controle e por fazer um histórico dos gastos) e Fernando seria o copiloto principal, responsável por olhar mapas, escolher melhor caminho e ajudar no que fosse preciso.

Para deixar a viagem mais interessante e menos cansativa, instalamos um DVD adaptado e levamos diversos filmes e seriados.

A Expedição foi denominada “Expedição Mendoza”, já que seria o lugar mais longe que iríamos, porém durante a viagem decidimos mudar nosso roteiro e mesmo assim optamos em manter o nome.

Consegui conhecer Mendoza depois quando realizei meu primeiro mochilão sozinho por Peru, Bolívia e Argentina.

Descrição geral da Expedição Mendoza

Mapa

Existe uma diferença de quilometragem comparando o informado no post ao do Google Maps. Isso porque no percusso “Posadas – Ciudad del Este” nos equivocamos indo para El Soberbio e acabamos fazendo um caminho longo

Os lugares percorridos foram:

São Paulo, Bagé, Punta del Este, Montivideo, Colonia del Sacramento, Buenos Aires, Ciudad del Este e Foz do Iguaçu, contabilizando 5870 km em 11 dias.

 

Abaixo segue o Diário de Bordo com detalhes, inclusive os gastos diários.

 

 Diário de Bordo – Expedição Mendoza

(Kito, Fabrício, Fernando e Bruno)

  •  12.11.2011 – Primeiro dia – Mergulhando no desconhecido

Dia 11 de Dezembro de 2011 perto da meia noite se iniciava a tão esperada “Expedição Mendoza”, ainda não sabíamos mas estávamos prestes a mudar a história de nossas vidas. Todos muito ansiosos, cheios de coragem de conhecer o novo, porém ainda tínhamos resquícios de dúvidas e algumas perguntas nos incomodava, como por exemplo: “Será que é possível?”; “Será que o carro aguenta?”

Logo pela madrugada pegamos um transito lento e nesse momento era Fabrício que, quase dormindo, dirigia o carro, mas logo as coisas foram melhorando. Não estava quente nem frio, o tempo estava perfeito para viajar.

Depois de 8 horas de viagens e somente 400 km percorridos trocamos os pilotos, nesse momento, eu (Kito), conduzia e agora a estrada estava bem tranquila. Paramos somente na cidade de Santa Maria as 20:30h, o 1° lugar de descanso. DSC00226 Curiosamente assistimos a luta do Cigano X Velasques pelo UFC no hostel, Cigano destruiu!!! Jantamos numa pizzaria chamada Frei Pança onde escolhíamos 4 sabores na pizza de 12 pedaços e o centro podia ser doce muito boa a ideia!  Já o hostel não era deveras muito bom, mas o quarto era para 4 pessoas com banheiro privativo e detalhe, não tínhamos feito reserva antecipada.

Gasto diário – Kito 

Hospedagem: R$ 40,00
Café da tarde: R$ 10,00
Janta: R$ 20,00
Total dia: R$ 70,00
  • 13.11.2011 – Segundo dia – Fronteira com Uruguai, é possível sim!!!

De volta a estrada e logo pela manhã alcançamos o nosso primeiro objetivo, atravessamos a fronteira com Uruguai por Bagé, a sensação não podia ter sido melhor, estávamos eufóricos e sorrindo a todo momento, a verdade é que foi “fod@”!!! (nos perdoem, mas não tem outra palavra para expressar melhor). Festejávamos como loucos e comemoramos almoçando numa pequena cidade do Uruguai chamada Melo. Fizemos questão de comer um prato típico “Entrecot con fritas” e beber a cerveja uruguaia chamada Patricia.

Logo que atravessamos a fronteira pudemos notar um costume bem diferente como o de andar de moto sem capacete e ao esbarrar com uma mulher em uma loja e escutar “perdón”, a minha ficha caiu, naquele momento estávamos bem longe de casa, estávamos em outro país com um idioma diferente e que na época eu pouco entendia.

Mais estrada e as 19:00 chegamos a fabulosa Punta del Este! Chegamos bem a tempo de contemplar o pôr do sol. Jantamos um prato típico chamado Chivito, nada mais é que um cheese burguer no prato com fritas. No hostel degustamos o melhor doce de leite de todos os tempos. Uruguai é conhecido por seus doces de leite e os deliciosos alfajores.

Gasto diário – Kito 

Hospedagem: R$ 35,00
Café da manhã: R$ 10,00
Almoço: R$ 35,00
Janta: R$ 24,00
Cambio: 10 Pesos Uruguaios
Total dia: R$ 104,00
  • 14.11.2011 – Terceiro dia –  Mi casa su casa

Quando se está mochilando o nível de percepção é o máximo possível, então, analisamos tudo o que acontece ao redor. Passamos esse dia em Punta del Este e esperávamos uma cidade muito mais luxuosa com carros importados, mansões e milhares de casinos, seria como uma Las Vegas da América do Sul e na verdade não era bem assim, tinha lá seus luxosos apartamentos, hotéis, alguns casinos, iates, mas os carros…os carros em geral eram como latas velhas ambulantes quando comparados com São Paulo. Um detalhe incrível de Punta del Este é que de lá é possível contemplar o nascer e o pôr do sol na linha do horizonte junto ao mar.

Encontramos muitos carros com placas brasileiras disfrutando das lindas praias e mesmo com o sol majestoso os uruguaios eram como a água do mar, “frias” e detalhe, não somente com os estrangeiros, mas também uns com os outros, não presenciamos nenhum deles juntos de mãos dadas ou se beijando, diria que são bastante reservados.

Punta del Este é uma cidade que voltaria com certeza, me senti em casa mesmo sendo paulistano e Punta del Este sendo uma cidade litorânea, a “vibe” do lugar era ótima e que pôr do sol!!!

 Gasto diário – Kito 

Hospedagem: R$ 35,00
Almoço: R$ 30,00
Café da tarde: R$ 5,50
Cambio: 10,3 Pesos Uruguaios
Outros: R$ 35,00
Total dia: R$ 105,50
  • 15.11.2011 – Quarto dia –  O que eu quero é sossego!

Logo pela manhã seguimos viagem para Montivideo. A primeira impressão foi a de confusão nas ruas e movimento frenético de uma cidade grande, assim como a conhecida São Paulo. A nossa “vibe” não era a de ficar em uma cidade assim, pois ficaríamos estressados e já faríamos isso em Buenos Aires. Então decidimos visitar os pontos turísticos e no mesmo dia seguir viagem para Colônia del Sacramento. O primeiro lugar a ser visitado foi o Mercado del Puerto (lembra o Mercado Municipal de SP) repleto de restaurantes e tudo com uma arquitetura que chamava a atenção por sua beleza. Após almoçar seguimos para o Estádio Centenário, lugar este onde foi realizada a primeira Copa do Mundo de futebol em 1930, o estádio estava bem degradado mas era Histórico e tinha uma energia muito vibrante, fomos ao museu no seu interior e vimos várias condecorações. Ressaltavam a Pablo Furlán, Luis Soares, Lugano e Loco Abreu.

Antes de partir para Colonia del Sacramento passamos por uma praia em Montivideo na qual ficamos pouco tempo , realmente ficamos incomodados com “vibe” que sentimos na cidade.

Seguimos viagem para Colonia del Sacramento sem muitas expectativas até que…

Que lugar incrível!!!!!!!! Apaixonante…Uma cidadezinha bem pitoresca e cheia de charme, foi amor à primeira vista.

Gasto diário – Kito 

Hospedagem: R$ 30,00
Almoço: R$ 17,50
Janta: R$ 28,00
Cambio: 10,3 Pesos Uruguaios
Outros: R$ 25,00
Total dia: R$ 100,50
  • 16.11.2011 – Quinto dia – Amor à primeira vista

Cansado das grandes metrópoles Colonia del Sacramento apareceu como um colírio para os olhos, repleta de charme, com suas ruas de paralelepípedo, restaurantes, com vários “cantinhos” beira-mar onde rapidamente entendemos porque Colonia era considera Patrimônio da Humanidade.

É estranho dizer que Colonia era apaixonante, já que estava acompanhado com mais três homens, mas seria um destino ótimo para casais.

Além de todo esse cenário que me enchiam os olhos conhecemos também a “plaza del touro” desativada e porque não dizer, desmoronando. Também conhecemos algumas praias inclusive as mais distantes já que estávamos de carro, entretanto para mim a água estava muito fria e impossível de dar um mergulho.

 Gasto diário – Kito 

Hospedagem: R$ 30,00
Almoço: R$ 30,00
Janta: R$ 40,00
Cambio: 10,3 Pesos Uruguaios
Outros: R$ 25,00
Balsa: R$ 85,00
Total dia: R$ 210,00
  • 17.11.2011 – Sexto dia – Los Hermanos

Partimos às 5:30h atravessando o Rio da Prata em direção a Buenos Aires usando um ferryboat com duração de 3 horas.

O ferryboat se assemelhava a uma balsa, porém por dentro era como um Cruzeiro, até dormimos numas poltronas que pareciam de avião.

Chegamos extremamente exaustos em Buenos Aires e acabamos escolhendo um hostel muito ruim apesar de barato, apelidado por nós de Quintal do Chaves. Decidimos deixar o carro em um estacionamento e se locomover com o transporte público pelo fato de Buenos Aires possuir um trânsito intenso. Após reservar o hostel seguimos na Calle Florida, uma das ruas principais da cidade onde trocamos dinheiro e tomamos um café com “medialunas”.

Pegamos um taxi na expectativa de conhecer o Estádio do La Bombonera e comprar os ingressos do jogo Boca X Racing e foi nesse momento,  que obtivemos “Nuestra primera decepción”.

Não havia mais ingressos para o jogo e quando perguntamos sobre os ingressos em um restaurante ao lado do La Bombonera, recebemos a seguinte resposta, “Imposible!!!”

Com o último acontecimento ficamos realmente muito tristes e a única coisa a se fazer era voltar para o “Quintal do Chaves” e descansar um pouco, mas antes passamos pela Casa Rosada onde se encontra a sede do Poder Executivo da Argentina.

De noite visitamos o bairro da Recoleta, uma região conhecida por sua beleza e por se tratar de uma área cultural na qual está situada o Centro Cultural, o Museu, a Biblioteca Nacional, o Cemitério onde estão enterradas as pessoas mais famosas da Argentina, além da gastronomia riquíssima que tivemos a honra de desfrutar.

 Gasto diário – Kito 

Hospedagem: R$ 15,00
Café da manhã: R$ 7,00
Almoço: R$ 33,00
Janta: R$ 25,5
Cambio: 2,35 Pesos Argentinos
Total dia: R$ 80,50
  • 18.11.2011 – Sétimo dia – “Voy buscar la dolorosa”

Hoje passamos o dia em Buenos Aires e estávamos bem cansados, realmente parece que a cidade grande faz isso com as pessoas, suga toda a sua energia e nesse dia não foi diferente. Visitamos o Puerto Madero, que é atualmente um dos bairros mais modernos da cidade, sendo o centro financeiro e gastronômico da capital.

Pelo fato de estar muito calor, termos andamos bastante e tomado um pouco de cerveja sem almoçar, o Fabrício começou a passar mal e quase tivemos que leva-lo ao hospital, mas nada que um descanso no “Quintal do Chaves” não desse conta.

Essa noite foi dedicada à conhecer o bairro de São Telmo, conhecido como o bairro boêmio da cidade, nele encontram-se muitos antiquários, os famosos cafés tradicionais argentinos e é possível ver as danças de tango na rua. Uma coisa inusitada e engraçada que aconteceu em um restaurante foi que quando pedimos a conta o garçom brincou dizendo: “voy buscar la dolorosa”.

 Gasto diário – Kito 

Hospedagem: R$ 15,00
Café da manhã: R$ 7,00
Almoço: R$ 9,31
Janta: R$ 27,14
Cambio: 2,35 Pesos Argentinos
Outros: R$ 10,5
Chamada telefônica: R$ 4,22
Total dia: R$ 73,17
  • 19.11.2011 e 20.11.2011 – Oitavo e Nono dia – A cada ação uma reação

Hoje decidimos sair de Buenos Aires com destino a Posadas, iniciando o processo de retorno da viagem, mas não tínhamos de forma clara o trajeto, distância, a situação real da estrada (lembrando que no GPS não tinha o mapa da Argentina e Uruguai, logo nesses países usamos mapas convencionais de papel) e foi aí que paramos na cidade de Reconquista a mais ou menos 500 quilômetros de Posadas. Eram Oito horas da noite e não encontramos hotéis disponíveis, então decidimos atravessar a madrugada dirigindo para chegar em Posadas pela manhã, descansar no carro e ir para El Soberbo ver umas cataratas que o Fabrício havia recomendado. Dessa forma, não perderíamos muito tempo e não sairíamos da rota que tinha como destino Ciudad del Este.

Realmente não foi a melhor escolha a ser tomada, uma vez que perdemos muito tempo, quase ficamos sem gasolina, já que os postos de combustíveis da região estavam com falta de combustível.

No final das contas chegamos até as Cataratas de El Soberbio e achamos muito caro para entrar, (“e lá volta o cão arrependido com o rabo entre as pernas e o osso ruído”). Seguimos viagem e chegamos na Ciudad del Este de noite. Decidimos nos hospedar do lado Argentino (em Ciudad del Este e não Foz do Iguaçu) pelo fato de ser mais econômico, nesse mesmo dia passamos na Duty Free e fizemos umas comprinhas básicas.

Gasto diário – Kito 19.11.2011

Estacionamento: R$ 10,6
Café da manhã: R$ 8,50
Almoço: R$ 15,3
Janta: R$ 8,35
Cambio: 2,35 Pesos Argentinos
Total dia: R$ 42,9

Gasto diário – Kito 20.11.2011

Hospedagem: R$30,00
Café da tarde: R$ 8,5
Janta: R$ 17,00
Cambio: 2,35 Pesos Argentinos
Duty Free: R$ 69,00
Total dia: R$ 124,5
  •  21.11.2011 – Décimo dia – Uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno

Após tomar café no hostel seguimos para as famosas e tão esperadas Cataratas do Iguaçu e por mais que estivesse chovendo fomos embaixo de chuva mesmo!!! Decidimos entrar pelo lado da Argentina, já que além de mais barato o visual é mais incrível (informações de amigos que visitaram os dois lados)

A entrada custava 70 pesos argentinos e o estacionamento 24 pesos argentinos. Foi nesse momento que passamos pela síndrome da economia “burra”. Não quisemos gastar 30 pesos argentinos cerca de R$ 13,00 para comprar uma capa de chuva e por isso tomamos a maior chuva da história.

É impressionante a força e beleza da natureza, mesmo sem enxergar as Cataratas já era possível ouvir a força com que a água se chocava nas rochas, era assustadoramente lindo, e depois de andar e pegar um trenzinho sentido a garganta do diabo nos deparamos com uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno. Incrivelmente incrível!!! Existem coisas que não conseguimos adjetivar, tem que sentir!!!

 Gasto diário – Kito

Hospedagem: R$30,00
Almoço: R$ 20,00
Cambio: 2,35 Pesos Argentinos
Duty Free: R$ 27,00
Cataratas do Iguaçu: R$ 42,00
Total dia: R$ 119,00
  •  22.11.2011 – Décimo Primeiro e Último dia – Se é crime viajar pelo mundo, então me prenda em flagrante.

Infelizmente chegou o último dia de viagens para alguns, entretanto era o meu primeiro dia de uma nova forma de ver a vida, era como se eu estivesse acordado outra pessoa, daquele momento em diante sabia que a minha vida seria diferente. Acordamos as cinco e meia da manhã para pegar uma van em Foz do Iguaçu que faria o translado de ida e volta para o Paraguai. A sensação era que estávamos numa 25 de Março ou Santa Efigênia (em SP), alguns centros comerciais eram bem luxuosos por dentro contrastando com as ruas a sua volta onde inúmeras pessoas nos ofereciam desde roupas, eletrônicos a drogas e armas.

Por volta das duas da tarde estávamos prontos para iniciar o processo de volta para São Paulo. Quatro e tanto da manhã do dia 23.11.2011 terminava a Expedição Mendoza com os 4 marmanjos, um Corsa e muita história.

Algo curioso é que estávamos muito preocupados no início da viagem como seria a abordagens dos policias nas estradas da Argentina e Uruguai e surpreendentemente os policias rodoviários se portaram como tais, realizando somente seus respectivos trabalho, diferentes dos policias nas estradas brasileiras que sempre davam a entender que queriam propinas…

 Gasto diário – Kito 

Café da manhã: R$ 8,00
Almoço: R$ 25,00
Cambio: 2300 Guaranis
Jantar: R$ 7,00
Compras Paraguai: R$ 355,00
Total dia: R$ 395,00

  

Considerações Finais

Essa foi a primeira grande viagem e tem um sabor muito especial porque me mostrou o quanto o ser humano é capaz de superar os seus medos, as dúvidas e mesmo que ninguém acreditasse que conseguiríamos realizar essa viagem de forma harmoniosa, nós mostramos inclusive para nós mesmos que era possível.

Creio que o grande segredo foi a união dos integrantes em um bem comum, todos estávamos interessados em realizar essa grande viagem, estávamos com a mesma “vibe” e a divisão das tarefas tornou a equipe forte porque assim todos se sentiam importantes dentro do grupo.

Podemos nos limitar e ficarmos na “zona de conforto” para sempre e por medo e comodismo termos uma vida amena e tranquila sem grandes ambições ou, em contrapartida, temos a capacidade de fazermos o que realmente quisermos, basta querermos de verdade e iremos conseguir.

Umas das coisas que essa viagem me trouxe foi a capacidade de poder acreditar e fazer tudo aquilo que tenho vontade.

Quero deixar um agradecimento especial as pessoas que fizeram parte disso tudo:

Manuel Fernandez, Fabrício Godoy, Fernando Gouveia e Bruno Castro.

 Gastos Gerais – Expedição Mendoza

12.11.2011: R$ 70,00
13.11.2011: R$ 104,00
14.11.2011: R$ 105,50
15.11.2011: R$ 100,50
16.11.2011: R$ 125,00
17.11.2011: R$ 80,5
18.11.2011: R$ 73,17
19.11.2011: R$ 42,90
20.11.2011: R$ 55,50
21.11.2011: R$ 50,00
22.11.2011: R$ 40,00
Gastos com Pedágio(cada um): R$ 40,00
Gastos com Combustível(cada um): R$ 300,00
Preventiva Corsa(cada um): R$ 100,00
Carta verde: R$37,50
Balsa Colônia – Buenos Aires: R$ 85,00
Duty Free: R$ 96,00
Cataratas do Iguaçu: R$ 42,00
Compras Paraguai: R$ 350,00
Total Gastos Expedição: R$ 1897,57
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8 Respostas para “Mercosul de Carro, meu primeiro mochilão

  1. Super cool essa viagem de voces ! Quando eu era crianca, minha familia costumava ir de carro de Sao Paulo ate Santiago, Chile… 3 dias e meio de viagem. Tenho otimas lembracas dessas viagens ! Voces deviam tentar fazer esse percurso 😉 xoxo Ana

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    • Muito obrigado Ana pelo comentário.
      Confesso que tenho muita vontade de fazer esse trajeto SP – Santiago, inclusive o Manuel Fernandez que é a pessoa que me motivou muito a fazer essa trip, já fez esse trajeto 17 vezes!!!
      Partiu viajar!!!

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      • muito legal…tenho um carro bem semelhante e penso em fazer o mesmo….gostei muito da historia de vcs….
        Vcs nao tiveram nenhum problema com o carro na viagem nao? estradas ruins, lugares q o carro nao conseguiria passar, etc

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      • Oi Luciano.
        Fizemos uma manutenção preventiva no carro antes de ir e realmente foi tudo bem tranquilo, até porque as estradas são muito boas e seguras, msm assim preferimos fazer as viagens de dia.

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