“Tipo” Indiana Jones nas pirâmides do Egito

Lugar incrível, daqueles que demora a “cair a ficha” de que você realmente está lá! Viajar ao Egito não é tão simples, exige planejamento, pesquisa e muita coragem! O nosso objetivo principal era visitar as tão famosas e enigmáticas pirâmides. Como tínhamos fechado um tour com uma empresa local, ficou tudo mais fácil. Leia o roteiro completo no nosso Post “Viajando ao Egito, barato e com segurança”

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Quando se está num mochilão não existe muito tempo para o descanso, então mal chegamos ao Cairo e já começamos o tour. Do lado de fora do aeroporto um representante da empresa esperava por nós. O inglês dele não era dos melhores, mas a gente conseguia se comunicar.

Saindo do aeroporto fomos direto para o Museu Egípcio. No caminho já fomos sentindo um pouco da vibe de Cairo. Realmente é um pouco tensa a situação por lá. Vimos muitos militares com metralhadoras nas mãos desde o aeroporto, até nas ruas. O trânsito é caótico, buzina é algo imprescindível. Os motoristas não dão espaços aos outros carros, as pessoas atravessam fora da faixa de pedestres, aliás, semáforos são escassos, talvez porque ninguém respeite. Nem mesmo os guardas de trânsito são respeitados, é uma loucura. Já na chegada do museu, o motorista parou o carro praticamente no meio da rua e saltamos.

Caminho para museu

Caminho para museu

Encontramos nossa guia Sara e entramos no museu. As entradas eram 70 LE (Libra Egípcia), mas como estávamos com nossas carteirinhas de estudante pagamos 35 LE. Um ponto ótimo é que a carterinha de estudante (tanto a ISIC com a Leap Students foram aceitas em todos os pontos turísticos). Infelizmente fotos não são permitidas, somente na entrada onde tem algumas estátuas e uma espécie de fonte natural com as típicas flores de Lotus e Papiros. Foi muito interessante porque ela explicou tudo sobre a importância dessas flores na cultura egípcia e depois fomos percebendo a presença delas em todos os templos que visitamos. Dentro do museu apreciamos uma vasta coleção de relíquias e antiguidades do Egito antigo, diversos sarcófagos, muitas estátuas, algumas delas bem destruídas, uma pena, mas a gente sabe que a consciência de preservar os monumentos é um conceito bem mais atual, além da percepção que poderiam ganhar dinheiro com isso. As múmias de animais também são muito interessantes, vimos múmias e sarcófagos de gatos, cachorros, pássaros. Tem uma seção completa dedicada a Tutancâmon, onde você pode ver os seus tesouros que foram escondidos no fundo em seu túmulo para mais de 3500 anos. Sem dúvida, a máscara de Tutancâmon foi o que mais nos impressionou, toda feita em ouro. O museu também apresenta o “Quarto Real das Múmias” com os restos preservados de 11 faraós e rainhas, porém esse é pago à parte.

Depois fizemos uma parada numa fábrica de papiros, embora a gente saiba que existe todo um acordo com as empresas para “empurrar” o comércio local nos turistas, e de certa forma gente se sinta até um pouco coagido nestas ocasiões. Este tour foi até interessante, vimos desde a preparação da planta, até a formação do papel e a arte. Dessa vez, eles venceram e acabamos levando um… hehehe

Não satisfeitos, nos levaram a uma fábrica de essências, demostraram a fabricação dos vidros para colocar as essências, eles vão derretendo o vidro com um maçarico e moldando, é muito legal de ver, mas essa forma de pressionar você à compra acaba tendo o efeito oposto e acabamos não levando nada.

Seguimos, finalmente para a parte mais esperada desse roteiro, as famosas pirâmides de Giza. Eles até tentaram “empurrar” uns camelos, o que também não funcionou… Até porque já havíamos andado de camelo no deserto do Saara durante nossa trip para o Marrocos e não tinha grandes vantagens, o custo era 250LE e a “vantagem” era somente uma vista de um ângulo diferente das pirâmides. O que nós queríamos mesmo era tocar as pirâmides e sentir a vibe desse local milenar.  As entradas custaram 40 LE (estudante).

O complexo conta com as 3 pirâmides maiores (Quéops, Quéfren e Miquerinos) e mais 6 menores. Vocês não tem noção do que é estar aos pés de uma pirâmide. Nossa foi emocionante, realmente é uma construção magnífica e inimaginável. Segundo a nossa guia, a construção demorava em torno de 20 anos. Não resistimos e pagamos mais 20 LE para entrar na Quéfren. A Quéops é a mais famosa, a maior e também bem mais cara, mas segundo nossa guia, elas são basicamente iguais por dentro. Começamos a descida, era uma escadaria sem fim, num cubículo, portanto prepare a coluna… Quando chegamos ao final não foi exatamente o que esperávamos… Encontramos um salão do tamanho de um quarto com um buraco, onde supostamente ficava a tumba do faraó. Só isso! Nós tinhamos a ilusão dos filmes do Indiana Jones, mas tudo bem, ainda assim vale a pena conhecer, principalmente pela história do lugar.

Na sequência visitamos a Esfinge, aquela estátua famosa com cabeça de faraó e corpo de leão. A entrada é a mesma utilizada nas pirâmides, então guarde o seu ticket! Não dá para chegar tão perto da Esfinge, muito menos tocar, mas é para preservação, porém as fotos ficam incríveis. Sentamos num morro que tem uma vista fantástica com a Esfinge e as pirâmides ao fundo, imagem que ficará gravada na nossa mente para sempre. A guia nos acompanhou durante todo o tour, sendo bastante atenciosa e explicando todos os detalhes e possíveis dúvidas. Depois o motorista nos levou até um hotel onde aguardamos dar o horário para pegar o trem noturno e seguir para o nosso próximo destino: Aswan.

Esfinge

Esfinge

#partiu para a próxima aventura!

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2 Respostas para ““Tipo” Indiana Jones nas pirâmides do Egito

  1. O blog de vcs, como sempre, sendo F#d@ demais…. vcs conseguem passar a “vibe” do lugar motivando as pessoas a acreditarem no sonho de que é possível conhecer lugares incríveis como esse…boas dicas, ótimas historias e belas fts..parabens! Eu entrei na Vibe e ja estou planejando minha viagem para o Egito em Janeiro…graças as dicas de vcs!

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  2. Show!!!!!! As suas postagem é sempre muito especial, parabéns a dupla.
    Ficamos as vezes decepcionados, pois queremos ver sempre as imagem vendida pelos filmes, mas nem sempre é possível, no museu de Louvre em Paris, vi grande parte da História do Egito, com peças maravilhosa, fiquei impressionada.

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